quarta-feira, 6 de março de 2019


BUGRES E BUGREIROS DE ANITÁPOLIS E REGIÃO

N
ossa região era desconhecida e hostil, habitada por nativos conhecido popularmente como bugres. Contrários a esses, surgiu uma profissão conhecida como bugreiro ou matador de índios, sua função era caçar e exterminar os nativos que causavam algum dano aos colonos da região.

Os índios da região sobreviviam especialmente da caça e do coletivismo, com a expansão do Núcleo Colonial, tanto a área de coleta, quanto a caça foi se extinguindo. Em entrevista com Ireno Pinheiro no livro Vale do Braço do Norte (Pe João Leonir Dall’alba, 1973, pag. 363) ele relata: “Naquela época Ireno, o senhor caçava; e que bichos havia na época? - Gostava de caçar muito, principalmente veados, lembro um vez peguei quinze veados em um só mundéu.

Com esse avanço da colonização e a escassez de alimentos, a fome obrigou os índios a recorrer de fontes alimentares, tais como: plantações de colonos, criações e até mesmo mantimentos das casas. Em relatos de munícipes eram comum às histórias de familiares que tiveram contato com os bugres, várias histórias de casas que eram saqueadas. Os indígenas invadiam as casas em busca de alimento, levavam tudo que achavam que podia ser alimento, inclusive sabão. Eles tinham resistência somente à carne de seca (carne de fumeiro) e quando os mesmos a saqueavam, mais a frente descartavam, pois não era comum a utilização do sal pelos indígenas.

A partir desse momento os bugres começaram ser vistos como criaturas hostis e deveriam ser eliminados, antes que o problema se alastrasse. É bom deixar bem claro que no decorrer de nossa história regional, temos poucos relatos de ataque de indígenas aos colonos, e que os mesmos tinham mais medo dos colonos, do que os colonos deles.

 Mas, impulsionados pelo medo do desconhecido e com a imagem que era reproduzida dos indígenas pelo europeu, entrou em cena os bugreiros, matadores profissionais que recebiam pagamento dos colonos ou até mesmo do núcleo para exterminar os índios.

Os bugreiros mais conhecidos de nossa região foram Zé e João Domingos, Martim Bugreiro, Ireno Pinheiro, Henrique Vandresen e outro indivíduo conhecido como Idalino. Esses bugreiros tornaram-se famosos na região devido suas crueldades praticadas com os índios.


Ireno Pinheiro, popularmente conhecido por Ireno Bugreiro, tornou-se morador do município de Santa Rosa de Lima, logo após seu casamento em 1915.   Era um hábil conhecedor das matas da região do Vale do Braço do Norte e Encosta da Serra Geral. Ireno foi um grande caçador de índios, era famoso por ser um exímio atirador, até perder a visão do olho esquerdo. Certa vez ao atirar em uma jacucaca (ave), foi atingido no olho por estilhaços de espoleta. Apesar de sua fama de matador de bugre, os moradores locais o consideravam uma pessoa boa e pacata.

Fonte: Santa Rosa de Lima: História e Memória da Colonização e Emancipação

Muitos contam até hoje, como eram as atrocidades praticas com os indígenas, conta-se que após a morte dos adultos, algumas crianças eram lançadas para o alto e aparadas na ponta do facão. Depois de todos mortos, eram retiradas as orelhas da direita para entregar aos contratantes e comprovar o cumprimento do trabalho.

Em entrevista a João Leonir Dall’Alba, em seu livro O Vale do Braço do Norte, Zé Domingos e Ireno Pinheiro relatam que em uma única caçada na propriedade de Germano Kulkamp eles trouxeram quase cinquenta cintos de tucum (cinto indígena). Ainda em entrevista Zé Domingos relata que em uma caçada Ireno encontrou um indiozinho vivo entre os corpos e que achou engraçadinho e resolveu levar para casa para criar. Ireno colocou o indiozinho nas costas e começou a andar, depois de alguns minutos de caminhada o pequeno índio atacou o bugreiro com mordidas.  Ireno enfurecido grita “tú que é morrer, seu diabo”, então ele pediu para lançar o indiozinho para cima e ele o aparou na ponta do facão.

Diante de tantos fatos horrendos, o entrevistador João Leonir Dall’Alba pergunta para Domingos se ele tinha algum remorso. Ele relata que a única situação que o perturbou foi o acontecido na região de Rio do Sul. Eles estavam caçando um grupo de índios na região, após o ataque ao acampamento, no auge da matança ele escuta uma voz, “Não me mate, não me mate, eu não sou bugre”. O bugreiro conta que era uma menina que tinha sido capturada pelos bugres e que eles resolveram levar ela ao encontra da família. Em um determinado ponto do caminho, o pensamento sinistro do bugreiro falou mais alto. Esse caso dessa menina vai chamar a atenção dos jornais e das autoridades, todos vão querer saber como essa menina foi salva, então vão saber sobre as matanças. Então sem pensar duas vezes, executou a menina com um golpe de facão.

A história de Domingos chama tanto a atenção que em 2018, tornou um filme de curta-metragem dirigido pelo cineasta Sander Hahn, juntamente o escritor Marcello Zapelini da Rosa e a participação Edi Balod e Marx Vamerlatti. O filme tem 19 minutos, descreve o interior de Santa Catarina como palco de um conflito entre os nativos da tribo Xokleng e os imigrantes europeus. Em meio a isso, uma família de colonos vive sua rotina de trabalho em sua propriedade quando é vítima de um massacre. Passados trinta anos, o único sobrevivente, Antônio, atormentado por lembranças sai em busca de vingança.

Cartaz do Filme sobre Domingos Bugreiro

O trailer do filme está disponível no Youtube, no endereço:
<https://www.youtube.com/watch?v=6Lh4ZmOQrU0>
                                      

Outro bugreiro muito conhecido na região por ser um exímio caçador de bugres foi Martim Bugreiro. Nascido em Bom Retiro, era um hábil conhecedor tanto da região serrana quanto do litoral.  Martim Bugreiro ficou conhecido como o mais famoso exterminador de índios da região.




Grupo de Bugreiros liderados por Martinho Bugreiro
Fonte: http://carolpereiraa.blogspot.com

Ele atuou nos municípios de Bom Retiro, sua terra natal; Alfredo Wagner onde viveu por muitos anos; Ituporanga, Anitápolis, Esteves Júnior (Major Gercino), Angelina e Brusque. O bugreiro nasceu por volta do ano de 1876, e com 18 anos assumiu a profissão de bugreiro.


Após seu casamento mudou-se por diversas vezes entre os municípios de Rancho Queimado e Alfredo Wagner, morou nas comunidades de Boa Vista, Caeté.  Mais tarde Martim Bugreiro passou a residir na comunidade da Catuíra antiga Colônia Militar Santa Tereza (atual Alfredo Wagner). A fama de Martim Bugreiro na época da colonização era incontestável, na crendice popular da região acredita-se que quando criança, o menino Martinho teria sido raptado pelos bugres e vivido entre eles por alguns anos e que sua mãe teria sido uma índia.

Uma história muito conhecida na região relacionada ao bugreiro é a da índia Sophia. Relatos apontam que Martim Bugreiro teria matado os pais da menina, trazendo para a colônia a indiazinha e seu irmão mais velho. O menino, não se adaptou à vida entre os brancos e acabou morrendo. Já a menina, muito pequena, recebeu o nome de Sophia. Aprendeu a comer a comida dos brancos, tomava banho e até foi batizada. Sophia morreu há pouco mais de quarenta anos e está enterrada no cemitério da Igreja Evangélica Luterana em Taquaras.

Outra história que envolve a figura de Martim Bugreiro diz respeito a sua morte. A crendice popular da região aponta que Martim foi morto por um índio que ele teria levado para casa após ter dizimado sua tribo. O indiozinho teria sido criado por seu capataz Ingraço e sua mulher Naná. O bugrinho até mesmo teria participado de algumas caçadas a outros índios, pois era muito bom em “farejar” os rastros dos bugres, porém teria matado Martinho com uma facada no pescoço.

São várias as histórias que ainda são contadas em nossa região sobre os bugres, porém em sua maioria lamentavelmente sobre o massacre dos índios. Ainda em entrevista a João Leonir Dall’ Alba, Ireno Pinheiro relata que era comum em uma caçada matar de 15 a 20, a sangue frio. E que somente João Domingos teria matado mais de mil bugres durante o período de bugreiro. Dados lastimáveis  a serem lembrados em uma história que deve ser esquecida.


CURIOSIDADES SOBRE OS BUGRES

Meu avô Augusto Meurer sempre contou várias histórias sobre os indígenas da região, minha mãe Salete relembra duas histórias que meu avô sempre contava. A primeira era de quando Augusto Meurer era pequeno e morava na comunidade do Rio Cachimbo. Ele tinha uns oito anos de idade (em 1930) e sua mãe Lydia Weber Meurer fazia muitas armadilhas de caça; e durante o dia iam conferir se havia algum animal abatido. Ele contava que algumas vezes eles encontravam bugres, retirando os animais das armadilhas; então quando os índios lhes avistavam, corriam e se escondiam entre as árvores.

Em sua história, meu avô Augusto ainda relatava que entre os indígenas daquela tribo havia um pequeno bugre que tinha uma deficiência nas pernas; ele era o mais curioso do grupo. Quando ele nos via; saia rapidamente se arrastando ou correndo somente com o apoio de uma das pernas, então pegava um pedaço de pau ou pedra e ficava batendo nas árvores e gritando para nos amedrontar. Na maioria das vezes eu e minha mãe Lydia  recuávamos, então ele começava a soltar gargalhadas.

Outro fato que meu avô Augusto, gostava de contar era sobre o sumiço dos cães. Ele falava que na época seu pai Rodolfo possuía muitos cachorros, tanto para proteção quanto para caça. Então em um determinado período começou a sumir os cães de seu pai. Algum tempo depois, Zé Bugreiro relatou para Rodolfo que tinha encontrado muitos cães amarrados em um acampamento de bugres e tinha sido cortada a ponta da língua dos cachorros para não chamar a atenção do homem branco que passava por perto da tribo. (Segundo Zé Bugreiro sem a ponta da língua eles não latiam).

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Documentos Históricos do Município de Anitápolis

 ANO - 1908

 Ofício n°8 de 1908 (Cita o nome do Núcleo Lauro Müller) fala sobre Família de Gustavo Ruffalo.

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3OWNjODNhZjAxMjMxY2M5


ANO - 1910
Folha de Pagamento de Diaristas sob o comando do Empreiteiro Mathias Schapp (Janeiro 1910)
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyMzFjYzM0YzQ3YzA3MTQ2



ANO - 1911
Pagamento ao Cícero Brasil no ano de 1911, na comunidade Candido Rodrigues (Núcleo de Anitápolis)
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3YThmZDAwYTAyMjgzZmQy

Folhas de Recibos de Prestadores de Serviços ao Núcleo Anitápolis 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo2NmVmNDUxODQxMjZjZjk

Compra de Algodão da Carl Hoepcke em 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo1NTIwZmExOTFjZmVmOTY4

Folha de Pagamento do Mês de Outubro 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo0NWY3M2Q2NTZlNzQxMjc0

Nota de Compras na Paschoal Simone e Filhos 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDozN2EzYzQyNWEwMTFmZmJi

Material para Construção enviado para Cícero Brasil 1911 ( observação troca do Nome do Núcleo).
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDozZDliNzA1NGNkNzNiN2Zh

Compra no Armazém de Alberto Probst 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyMDZjZTA1MTk2ZDdhZTI1

Folha de Diaristas Outubro 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDozNThlY2I5NmU2MjdkNmVh

Material enviado por Boanerges Lopes para o Núcleo 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo0NDk4YzdkYzgzNTVmZWJm

Material fornecido ao Huberto Hessmann.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyZDA0OWQ2MzMxNGNmZTZi

Pagamento de Limpeza de Lotes para José Jacob Goedert 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyMDQzZTI0YTBiY2E4ZWZk

Pagamento de Pintura em Casa da Administração (José Henrique Wagner 1911).
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoxOWYwOWNhN2ZjYWFlMjVl

Pagamento de Serviços de José Jacob Goedert.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo0Y2NkZTE4Mjg3NmJkNjdm

Diferenciação entre a largura das estradas.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDozY2QwZmNmNTg3YTdiN2Fh

Provável Cobrança de Viagem de Navio (Navio Costeiro Hoepcke - RJ- SC)
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoxZGVhYjY1ZDllNTU1NTA2

Pagamento por limpeza de roça ao Isidor Kadish.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3ZTMyYjQ2MGRhNjFjOTYx

Pagamento para Cícero Brazil por construção de Casa Tipo 3.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo2ODk3N2Y1MjFmNjQzYjU1

Pagamento por serviços prestados por Victorino de Menezes Goedert - 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyZDZjMGJlYWYwZDVlYjQw

Recibo de Carl Hoepcke para o Núcleo Anitápolis 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyYWQyMzdlOTI5ZjRlMGUy

Termo de Conservação e Construção de 1911 (nomes de trabalhadores).
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDplNDdhYzMwYTgyZGE4MWQ

Pagamento ao Empreiteiro Gustavo Bötcher.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3NjhjM2Q5Y2RlMzMxYTBl

Pagamento Cícero Brasil - Construções de Casa 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo1YzIxMWZkMTNmNmE0NjQ2

Folha de Pagamento Fevereiro de 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo0ZDEzZWIyZDZkMWY1YTFj

Nota Fiscal das Chapas utilizadas para fotografar o Núcleo 1911-1912.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo1ZTEyMTdjNDllYjNlNzA4

Produtos Fornecidos para Imigrantes Mulheres.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDpkMjZiZmQxZjliZjJjNzE

Recibos de Alimentação e Transporte.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo2MWIxMjJiZGIzZWNhNzQ0

Lista de Dívidas junto ao Armazém.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo2MmIyZmIxNzNiZmI1N2U2

Lista de Produtos Farmacêuticos enviados para o Núcleo.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoxYzFiNzc4MWM3ZjlkMWUy

Relação de Contas Outubro de 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyYWQ3MjU0M2RlNmQwNDZl

Recibo de Pagamento efetuado para o fotógrafo Baptista Pasqualini.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3YTQ0YjNhYTZlYTk4MDlm

Diferentes Nomenclaturas de Notas.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3ZGYwZjIzYWYyZGRiMzI2

Descrição da Relação de Contas Dezembro 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyMGQzNzg2YmQ5MWI2MjUx

Material de Uso para Desbravar e Construir 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyYTk0MzFkNjg5MmJmMThl

Recibo de Pagamento ao Enfermeiro Diplomado Hermann Ipethmann.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo2NGRhOGY5NzdkZmU4YTI

Produtos Fornecidos ao Colono Guilher Bernalt.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoxNTJmOWJkMmJmODZlMzgx

Recibo de Pagamento a Frederico Klaumann devido construções de atafonas.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDo3YWFmMjUxZDVjZDhjYmJl

Produtos Fornecidos para a Comissão do Núcleo.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDozOTRlYTM3YmVkNWI3ODMy

Recibo de Hospedagem 1911.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxhYWFhYTEyNDIzMnxneDoyZjdkYzBmZDYxOWJmZjQ

Folha de Tarefas de Empreiteiros (20 folhas).
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxwcm9memVrYTExMXxneDoyNmNiZGFmOWUxNTk4NWZl

Folhas de Recibos de Prestadores de Serviços ao Núcleo Anitápolis 1911 - várias folhas.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxwcm9memVrYTExMXxneDo0MTljNjk0Zjg5MmU2NmYy

quinta-feira, 31 de maio de 2018

HQ-  ANITÁPOLIS ENTRE VALES E MONTES 

CAPÍTULO II



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sexta-feira, 16 de março de 2018

PRESENÇA NAZISTA NO NÚCLEO COLONIAL ANITÁPOLIS


Devido à grande demanda de alemães que vieram se instalar no Núcleo Colonial de Anitápolis, a região absorveu grande parte de suas crenças e costumes, inclusive por um bom tempo o núcleo possuía um clube Nazista. Até então, o único clube nazista da região Sul do Estado de Santa Catarina que temos conhecimento; esse clube atuava de forma aberta sem preocupação alguma em manter sigilo.

O Stundvarrein como era conhecido o clube Nazista, localizava-se ao centro do Núcleo Colonial, e servia como local de reuniões. Através dele fortaleciam a cultura que trouxeram de seu país oriundo com suas atividades, tais como: tiro com rifles e pistolas, natação, música, ginástica e dança.

 FOTO: REUNIÃO DO CLUBE NAZISTA


A pessoa mais influente do Clube Nazista e uma das mais importantes do Núcleo Colonial na época era o professor, músico e cantor Franz Kern Bohne, oriundo da Alemanha. Nos relatos da cultura local, especulam que nas visitas que o Bohne fazia aos demais simpatizantes, ele vestia seu uniforme e era recebido com o hino alemão e com saudações nazistas.  Entretanto, cabe ressaltar que Franz Kern Bohne, assim como os demais membros do clube, eram homens honrados, cultos e influentes, por esses e outros motivos eram pessoas bem vistas pela maioria da sociedade do Núcleo Colonial.

Franz Kern Bohne, assim como demais membros do clube, mantiveram contato por muito tempo com os demais membros partidários que viviam na região de Blumenau, São Paulo e até mesmo na Alemanha.

Devido à proporção que tomou a Segunda Guerra Mundial e com o intenso comércio que o Brasil mantinha com os Estados Unidos, em 1940 durante uma visita a Blumenau, cidade de colonização alemã no estado de Santa Catarina, Getúlio Vargas declarou:

"O Brasil não é inglês nem alemão. É um país soberano, que faz respeitar as suas leis e defende os seus interesses. O Brasil é brasileiro. (...) Porém, ser brasileiro, não é somente respeitar as leis do Brasil e acatar as autoridades. Ser brasileiro é amar o Brasil. É possuir o sentimento que permite dizer: o Brasil nos deu pão; nós lhe daremos o sangue"

Apesar do belo discurso de Vargas, as medidas foram outras. O Brasil possuía uma forte ligação comercial tanto com a Alemanha quanto com os Estados Unidos, porém os Estados Unidos tinha recém investido de forma expressiva no setor industrial e tecnológico do Brasil.

 Com isso Getúlio Vargas tomou partido, tornou-se aliado dos Estados Unidos da América, a partir desse momento iniciou uma perseguição e inibição política desenfreada, através de represálias e punições. Várias pessoas foram presas e a utilização do idioma alemão foi proibido em todo país, a represália foi tão grande que várias ruas e até mesmo cidades que possuíam nomes de origem alemã, foram renomeados, em sua maioria por heróis militares ou datas históricas.

Essas represálias ganharam força dentro do Núcleo Colonial, tanto que os membros do clube nazista foram alvo de várias ameaças, por fim a casa onde funcionava o clube, foi incendiada. A partir desses acontecimentos o clube fechou e os membros por medo de serem perseguidos mudaram-se para o interior do núcleo e a campanha nazista perdeu força, até chegar ao ponto de ser esquecida.

Acervo Municipal de Anitápolis


Atualmente, se procurarmos de forma aprofundada dentro do nosso município, ainda encontramos, relatos e até mesmo material histórico nazista.  Alguns anos atrás foram encontrados em uma casa antiga, pregos nas colunas da construção com o brasão nazista e também é comum encontrarmos quadros que ocultam jornais ou cartas de uma época de perseguição. Além disso, muitas famílias preservaram relíquias e documentos de origem nazista, porém de um modo mais reservado, especialmente como lembrança de familiares.